O destino do porta-aviões Gerald R. Ford, que os iranianos chamam de “leviatã de 13 bilhões de dólares”, encarnou, como nenhum outro fato, o trânsito que marcou, em três meses, o apogeu militar dos Estados Unidos, na recente invasão da Venezuela, ao atoleiro em que mergulhou no país dos persas. Imediatamente após ter posado como a peça de guerra mais letal e amedrontadora do arsenal montado pelos americanos no Mar do Caribe, com o fim de assustar e, em seguida, sequestrar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o Ford foi enviado com a mesma missão para comandar outra brusca mudança de regime, desta vez no Irã, do outro lado do globo. Mas não chegou a se aproximar do novo alvo, dado o risco de ataques em enxame de drones, de lanchas voadoras e de minissubmarinos de baixo custo.